IAAF estabelece novo sistema de ranking e muda qualificação olímpica para Tóquio

A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) anunciou a criação de um novo sistema de rankings a ser implementado já em 2018. Os detalhes ainda não foram divulgados, mas a ideia é que os atletas acumulem diferentes pontuações de acordo com o peso das competições que participarem ao longo da temporada. A expectativa é que esse modelo torne os eventos mais competitivos e que a classificação para grandes competições fique mais clara para o público. As vagas para o Mundial de 2019 e as Olimpíadas de 2020, inclusive, serão definidas através do novo sistema.

A reforma foi aprovada pelo Conselho da IAAF em assembleia em dezembro de 2016 e deve entrar em vigor ainda no primeiro trimestre do próximo ano. A posição dos atletas no novo ranking vai se basear na quantidade de pontos que eles marcarem, de acordo com a performance em eventos – que por sua vez terão pesos diferentes a depender da relevância da competição. Eventos internacionais terão mais peso do que eventos nacionais, por exemplo.

De acordo com o site “Eurosport”, essa medida visa também valorizar mais a Diamond League, principal circuito de atletismo do mundo na atualidade. Atualmente as grandes estrelas, sobretudo das provas de pista, montam os respectivos calendários de forma a evitar confrontos com os principais rivais. O novo formato tornaria tais duelos necessários, aumentando assim o apelo dos eventos.

"Os rankings mundiais da IAAF, que entrarão em operação em 2018, vão dirigir e moldar o sistema global de competições, incluindo as classificações para os Mundiais e os Jogos Olímpicos. Pela primeira vez na história do esporte, atletas, mídia e fãs terão um entendimento claro da hierarquia das competições de nacional para área para eventos globais, permitindo que sigam de forma lógica ao longo da temporada até o auge nas duas principais competições do atletismo" disse o presidente da IAAF, Sebastian Coe.

Até a Rio 2016, a IAAF estabeleceu índices mínimos de classificação para cada uma das provas do programa de Mundiais e Olimpíadas, autorizando no máximo a inscrição de três atletas por país para cada prova. Cada país, no entanto, poderia adotar critérios secundários para a formação de suas delegações. Estados Unidos, Jamaica e outros países caribenhos que costumam ter muitos atletas com o índice mínimo costumam realizar seletivas nacionais. Nelas, classificam automaticamente os três atletas que vão ao pódio.

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), no último Mundial, em Londres, exigiu que os atletas, além de obterem o índice, figurassem entre as 40 primeiras posições do ranking olímpico (ou até o 50º lugar no caso da maratona). Desta forma, sete atletas que obtiveram o índice da IAAF não foram convocados para o evento britânico por não atenderem ao critério secundário. Nessa lista estava Geisa Coutinho, campeã do Troféu Brasil e do Sul-Americano e que havia corrido abaixo do índice dos 400m feminino seis vezes.

Atualmente o ranking mundial da IAAF resume-se a uma lista com os donos das melhores marcas do ano em todo o mundo, independentemente da classificação em qualquer evento. Pelo comunicado emitido pela IAAF, não ficou claro se este quesito terá algum peso na formação do novo ranking.


foto: Getty Images
com informações de globoesporte.com

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