Salt Lake City monta comitê para avaliar candidatura da cidade aos Jogos Olímpicos de Inverno

Salt Lake City, última cidade dos Estados Unidos a receber uma edição de Jogos Olímpicos (Jogos de inverno de 2002), formou um comitê para decidir se a cidade tentará hospedar os Jogos Olímpicos de Inverno em 2026 ou 2030, dando um passo chave para tentar se tornar uma das raras cidades a receberem duas Olimpíadas.

O grupo é formado por oficiais eleitos, líderes empresariais e um membro-chave do comitê organizador para as Olimpíadas de Inverno de 2002 em Salt Lake City, que disse na segunda-feira que planeja fazer uma recomendação aos líderes estaduais até o dia 1º de fevereiro. O anúncio da formação do grupo vem depois que o conselho do Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC) disse na sexta-feira, 13 de outubro, que estava avançando com as discussões sobre hospedar os Jogos de Inverno de 2026 ou 2030.

Como Los Angeles receberá os jogos de verão de 2028, para o USOC o que faria mais sentido seria receber os jogos de inverno de 2030. O USOC tem até o próximo mês de março para escolher uma cidade para representar o país na disputa por 2026. Além de Salt Lake City, as cidades de Denver e Reno, no estado de Nevada, já manifestaram interesse em receber as Olimpíadas. A sede de 2026 deve ser escolhido em julho de 2019.

Desde 2012, Salt Lake City tem deixado que os membros do COI saibam que a cidade estava pronta e disposta a hospedar novamente as Olimpíadas com um plano baseado em renovação e atualização de locais que foram construídos para os Jogos de 2002. Essa visão da cidade norte-americana casa com o conceito que o COI vem buscando de procurar cidades que não precisem gastar tanto com a realização dos Jogos. A cidade já havia estimado que poderia realizar as Olimpíadas de Inverno em cerca de 2 bilhões de dólares, mas o comitê apresentará uma nova estimativa de custos, disse Jeff Robbins, presidente e CEO da Utah Sports Commission.

Robbins é um dos três co-presidentes da comissão, juntamente com o presidente do Senado de Utah, Wayne Niederhauser, e Fraser Bullock, um jogador-chave nas Olimpíadas de Salt Lake City de 2002. Robbins disse que acha que Salt Lake City tem um grande trunfo em sua possível candidatura no custo relativamente baixo e porque demonstrou saber como manter locais de competição em uso, sem torna-los elefantes brancos, colocando a cidade em linha com a Agenda 2020.

Há oito pistas interestaduais no aeroporto de Salt Lake, que recebeu melhorias para as Olimpíadas de 2002, para o Park City, que é o lar do esqui e do snowbord dos Estados Unidos. O Park City hospeda centros de treinamento importantes dos Estados Unidos no esqui livre, patinação de velocidade e esqui cross country. No geral, a área hospedou cerca de 75 eventos da Copa do Mundo e Campeonatos mundiais de esportes de inverno desde que a chama olímpico foi apaga há mais de 15 anos.


Roobbins afirmou que as linhas de trem ao redor de Salt Lake City serão expandidas e uma reforma do aeroporto em 3 bilhões de dólares já estão em andamento. Para Robbins esses dois exemplos mostram como Salt Lake City está ainda mais preparada para um futuro jogos de inverno do que em 2002.

Foto: Getty Images


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