Francesa Valérie Fourneyron é confirmada como presidente da Autoridade Independente de Testes Antidoping

A francesa Valérie Fourneyron foi confirmada como presidente da Autoridade Independente de Testes (ITA), um novo organismo que está sendo formada para assumir os procedimentos de teste de drogas para o esporte internacional. Desde o mês passado já corria informações de que a francesa já estava sendo preparado para assumir o cargo, agora sua nomeação já foi ratificada pelo Comitê Executivo da Agência Mundial Antidopagem (WADA).

Fourneyron é uma ex-jogadora de voleibol e médica qualificada com 30 anos de experiência no trabalho com o antidoping. Ela era conhecida por ter o apoio de figuras-chave do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da WADA. Outros quatro representantes do Conselho de Administração do ITA também foram confirmados pelo Comitê Executivo da WADA.

O primeiro nome é o do turco Uğur Erdener, que servirá como representante do COI. Ele que já é vice-presidente do COI se sentará também no Comitê Executivo da WADA e no Conselho da Fundação. Além disso ele preside a Comissão Médica e Científica do COI e é presidente do Comitê Olímpico Turco. Erdener também é presidente da Federação Internacional de Tiro com Arco (World Archery), cargo que será devolvido no congresso da organização na Cidade do México nos próximos dois dias.

Francesco Ricci Bitti, italiano e presidente da Associação das Federações Internacionais Olímpicas de Verão e ex-chefe da Federação Internacional de Tênis, também se sentará no Conselho. Ele atuará como um representante das Federações Internacionais (IFs).

Os outros dois nomes são os da nadadora do Zimbábue, Kirsty Coventry, e do chinês Peijie Chen. Coventry, duas vezes medalhista de ouro olímpica, será a representante da Comissão de Atletas do COI. Chen, atual presidente do Instituto de Educação Física de Xangai, será o representante independente.

A confirmação dos nomes pela associação foi elogiada pelo presidente do COI, Thomas Bach. O Conselho Executivo do COI aprovou o ITA em Lausanne no mês de julho. "A ratificação dos membros da Diretoria do ITA representa um marco para a criação da Autoridade Independente de Testes. Com este passo, o ritmo está configurado para que o ITA se torne operacional e comece a trabalhar com uma série de Federações Internacionais e na organização dos maiores eventos. O COI se beneficiará das vantagens da ITA já nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang 2018", assegurou Bach.

A expectativa é de que a ITA, fundada em meio a uma série de escândalos de doping no esporte mundial, acabe por substituir as Federações Internacionais dos esportes e os organizadores de eventos como principal órgão responsável pelos testes de drogas. A composição levantará questões sobre o quão verdadeiramente "independente" é a organização, já que inclui dois membros do COI e ainda contará com Ricci Bitti, que está intimamente alinhado com o Movimento Olímpico. Funcionários próximos do COI reafirmaram isso, apontando que o Conselho terá menos poder do que o diretor-geral, que irá administrar a organização no dia-a-dia. Entretanto, eles serão responsáveis ​​pela escolha do diretor-geral.


As principais responsabilidades do ITA envolverão testes nos atletas tanto dentro quanto fora das competições, o gerenciamento dos processos em caso de testes positivos e as isenções por uso terapêutico. Tarefas adicionais também podem ser realizadas caso seja necessário, como a análise dos passaportes biológicos dos atletas, o gerenciamento adicional dos casos que estão em recurso, o armazenamento de amostras e a reanálise dos testes. As federações internacionais das modalidades pagarão montantes variáveis, dependendo do suporte recebido. O COI também pagará da mesma forma quando utilizar o ITA nos Jogos Olímpicos, além de contribuir com um montante fixo para que a nova organização possa operar nos primeiros "dois ou três anos". Não está previsto qualquer financiamento governamental.

Foto: Laurent Lagneau


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