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Guia da Liga Mundial de Vôlei 2013

- sexta-feira, 31 de maio de 2013



31 de maio marca a estreia da edição 2013 da Liga Mundial de Vôlei. E aqui, no Surto Olímpico, você ficará por dentro de todos os detalhes da competição, que vai até o dia 16 de julho. A Liga Mundial deste ano será fundamental para conferir o início do trabalho das seleções que postulam uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. E várias seleções de renome convocaram inúmeros jogadores com pouca experiência de seleção, com o objetivo de renovar seus elencos e dar cancha a esses jogadores.

Antes de começar o guia da competição, um resumo do regulamento: as 18 seleções participantes estão divididas em 3 grupos de 6 equipes. A parte tosca vem no número de vagas: além da vaga assegurada à sede da Fase Final, são 3 vagas para os grupos A e B, e apenas uma para o grupo C. Explica-se pela "fraqueza" do grupo C, composto pelas seleções com pior ranking da Liga Mundial. Essa foi uma tentativa da FIVB de "dar" oportunidades à seleções menos tradicionais no voleibol mundial. Hora de falar um pouco sobre os grupos e as seleções da Liga Mundial 2013.

GRUPO A

Foto: Divulgação/FIVB
Será nesse grupo que o Brasil irá iniciar sua trajetória na Liga Mundial. E as seleções são todas fortes: começa pela atual campeã, a Polônia; Estados Unidos, Bulgária, Argentina e França. E é justamente contra a Polônia que o Brasil irá abrir os trabalhos.

O técnico da Polônia foi mantido: Andrea Anastasi tentará o bicampeonato com o time-base do ano passado de volta: Bartman, Nowakowski, Winiarski, Kurek, Mozdzonek, Kubiak e Ignaczak. É a primeira competição de alto nível após o fracasso olímpico, com a eliminação frente à futura campeã olímpica Rússia.

A Bulgária está com técnico e capitão novos: o italiano Camillo Piaci assumiu o cargo de treinador no lugar de Nayden Naydenov. E o novo capitão é Todor Aleksiev, que assumiu a faixa após Vladimir Nikolov aposentar-se da seleção. Os búlgaros ficaram no 4° lugar ano passado, tanto nas Olimpíadas, quanto na Liga Mundial.

Os Estados Unidos vêm com inúmeras novidades no elenco: apenas seis dos 22 convocados para a Liga Mundial estiveram nos Jogos Olímpicos. É a tão esperada renovação do elenco norte-americano acontecendo, agora resta saber se eles manterão o nível dos antigos craques. O treinador também é diferente: sai Alan Knipe, entra John Speraw, figura conhecida da NCAA, a liga nacional de vôlei universitário dos EUA.

A Argentina sediará a fase final da competição, e poderá jogar a primeira fase com mais tranquilidade. Após a boa campanha olímpica - mesmo com derrota nas quartas de final para o Brasil, os argentinos mantiveram quase todos os jogadores do elenco do ano passado (apenas Gabriel Arroyo não foi convocado) e o técnico Javier Weber no comando. Certamente, será uma pedra no sapato das equipes "mais cotadas" ao título.

Das 6 seleções do grupo, apenas a França não esteve em Londres-2012. E o elenco também não é o dos mais fortes. Alguns mais conhecidos podem fazer a diferença, como Hardy-Dessources, Pujol, Rouzier e N'Gapeth, porém, a classificação para a próxima fase será uma das tarefas mais complicadas. Uma rápida curiosidade: o técnico Laurent Tillie convocou seu próprio filho, Kevin Tillie para a seleção francesa.

Foto: Demotix Image
E a seleção brasileira também aproveitará a Liga Mundial para dar uma "renovada" em seu elenco. Estes são os remanescentes de Londres-2012 na Liga Mundial: Bruno (alçado ao posto de capitão), Wallace, Leandro Vissotto, Thiago Alves, Sidão, Lucão e Dante. Bernardinho também deu chances a jogadores que fizeram uma grande Superliga de Vôlei e que ainda não tinham grandes passagens pela seleção, como William, Lucarelli e Mario Júnior. Um elenco com poucas grandes estrelas internacionais, mas que vai dar trabalho na Liga Mundial. O objetivo, além de conquistar o eneacampeonato, será fazer campanha melhor do que a Liga Mundial de 2012, quando o Brasil pegou o 6° lugar, o pior entre os classificados à fase final ano passado.

Apostas: Brasil, Polônia e Bulgária - além da Argentina.

GRUPO B

Foto: Divulgação/FIVB
Do grupo do campeão da WL 2012 para o do atual campeão olímpico. Sentindo-se com o dever de levar a Rússia para o tetracampeonato olímpico cumprido, Vladimir Alekno deixou o comando da seleção, que passa a ser de Andrey Voronkov. A Rússia ainda terá grande parte daquele elenco na Liga Mundial, como Maxim Mikhaylov, Yuri Berezhko, Sergey Grankin, Taras Khtey... o favoritismo se repete nesta competição.

Será árdua a tarefa de tirar a Rússia do primeiro lugar do grupo. A Itália recebeu um "banho de jovialidade": apenas o capitão Cristian Savani e Emanuele Birarelli estão na faixa dos 30 anos no elenco. Os outros são parte do processo de finalmente renovar a seleção italiana, que andou em crise nesse aspecto muito por conta dos poucos italianos que se destacavam em sua própria liga, tomada por jogadores estrangeiros. Um trabalho árduo para o treinador Mauro Berruto.

Cuba é uma incógnita. A equipe tem a menor média de idade, e não se sabe o que estes garotos (alguns em idade de juvenis) podem aprontar. A principal esperança cubana ainda tem 19 anos, mas com experiência de gente grande: Wilfredo León, vice-campeão mundial em 2010. Outro bom nome é Yoandry Diaz, um dos únicos cubanos a fazer boa exibição na Liga Mundial de 2012. O elenco está nas mãos do experiente Samuels Blackwood, que tem a missão de lapidar essa jovem equipe rumo a uma difícil classificação à fase final.

A Sérvia vem de uma péssima Olimpíada. Mesmo assim, manteve seu técnico Igor Kolakovic no comando. E muitos remanescentes de qualidade ainda permanecem para o ciclo de 2016, como Podrascanin, Stankovic e Atanasijevic. O grupo é menos complicado que na Olimpíada, e isso pode ajudar a Sérvia a diminuir a má impressão deixada em Londres.

Incógnita também é a seleção da Alemanha. Os alemãos vinham fazendo um 2012 quase perfeito. Tudo degringolou a partir da fase final da Liga Mundial, quando acabaram fechando em quinto lugar. Na Olimpíada, a classificação para as quartas de final veio num triz, e após, doída eliminação para a Bulgária. O belga Vital Heynen foi mantido, e a maioria dos jogadores do ano passado também. Mas Gyorgy Grozer está de fora da competição, por lesão.

Encerra o Grupo B, o Irã, que surpreendentemente é o 14° do Ranking Mundial da FIVB. Isso se deve ao trabalho do argentino Julio Velasco, que vem dando uma cara nova ao vôlei do país. Destacam-se jogadores como Mohammad Mousavi, Arash Kamalvand e Saied Marouf. O mais provável é o Irã fazer figuração na Liga, mas vale dar uma olhada na equipe.

Apostas: Rússia, Itália e Sérvia

GRUPO C

Foto: FIVB/Divulgação
Chegamos ao grupo mais fraco da competição - de propósito. A FIVB colocou as seleções classificadas piores ranqueadas nesse grupo para dar uma "oportunidade" de uma delas poder sentir o gosto de alcançar a fase final. E nesse balaio, temos duas seleções que um dia já foram potências: Japão e Holanda. Ex-campeãs olímpicas, as equipes hoje amargam insucessos seguidos, e acabaram caindo bastante de nível no vôlei mundial.

A Holanda tem como treinador um dos principais jogadores da Geração de 1996, campeã olímpica em Atlanta: Edwin Benne. Mas o brilho não é o mesmo dos tempos de jogador, e o time também não é dos melhores. Johannes Bontje e Nico Freriks são os principais jogadores dessa Holanda que busca um pouco do brilho dos velhos tempos.

O Japão começará o ciclo com o mesmo time do último ciclo olímpico, mas de técnico novo: Gary Sato, sino-estadunidense que levou os Estados Unidos para o título mundial no longínquo ano de 1986 será o comandante dessa equipe. Ele estava trabalhando como assistente-técnico na seleção norte-americana até 2012, quando recebeu o chamado japonês.

A seleção melhor ranqueada do Grupo C (18ª colocada) é o Canadá, que continua com o mesmo time da Liga Mundial de 2012, com o técnico Glenn Hoag chamando os bons Frederic Winters e Toontje Van Lankvelt.

A equipe masculina da Coreia do Sul não conta com o mesmo brilho da equipe feminina, e classificarem-se para a fase final seria um alento e uma prova de que essa equipe mereça algum investimento a mais. Moon Sung-Min e Lee Sun-Kyu são os principais jogadores do elenco asiático.

Os finlandeses quase aprontaram no ano passado no grupo do Brasil. E podem se apoiar nesse fato para tentar surpreender novamente e se juntar ao grupo dos oito classificados. Mikko Oivanen está na equipe e é o líder de uma equipe que terá uma novidade no comando técnico: Tuomas Sammelvuo se aposentou no ano passado e agora comandará a seleção nacional.

Fechando, a seleção portuguesa, que é a mais fraca da Liga Mundial. No ano passado, a campanha foi pífia, e nesse ano, não deve ser diferente. O principal reforço está no banco: Flavio Gulinelli, campeão como assistente técnico nos vitoriosos anos da Itália nos anos 1990.

Aposta: Canadá
 
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